Se (tal como Dawkins argumenta) a mentira é fundamental na comunicação animal, então a capacidade de detectá-la deve ser fortemente selecionada. Isso conduziria, por sua vez, à seleção de uma certa capacidade de autoengano, isto é, de tornar inconscientes alguns fatos e motivações, com vistas a não trair (...) a dissimulação colocada em prática. Assim, o ponto de vista convencional de que a seleção natural favorece os sistemas nervosos que produzem imagens cada vez mais precisas do universo é, provavelmente, uma visão muito ingênua da evolução mental.
Robert Trivers
segunda-feira, 9 de junho de 2014
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